Meu filho, minha filha, eu não preciso de plateia para te ouvir. Você pode fechar a porta do quarto, baixar o volume da casa, desligar a tela, e ali, sozinho, encontrar a mim. Muita gente pensa que oração precisa de palavras bonitas ditas na frente dos outros. Eu prefiro o silêncio do seu quarto às três da tarde, o carro parado no sinal, o banheiro trancado depois de um dia difícil.
Você não precisa performar fé para mim. Eu já vi suas lágrimas escondidas, já ouvi o que você nem conseguiu formar em frase. E é exatamente aí, no secreto, que eu trabalho mais fundo. Não é vergonha orar sozinho e sem ninguém saber — é intimidade.
Hoje eu te convido: separe um lugar, mesmo pequeno, só nosso. Não precisa ser longo. Precisa ser verdadeiro. E o que nasce no segredo comigo, eu mesmo levo para a luz da sua vida.