Eu vi suas mãos hoje, marcadas pelo trabalho duro, o corpo dolorido de carregar, levantar, repetir o mesmo esforço dia após dia, sem que ninguém pareça notar o preço que isso cobra de você. Você trabalha muito, se dedica de verdade, e às vezes sente que o cansaço nunca dá trégua, nem no fim de semana que devia ser de descanso.
Eu sou quem dá força ao cansado, e multiplico forças justamente a quem já não tem vigor nenhum sobrando, a quem chegou no fundo do tanque. Não é o forte que eu preciso reabastecer — é exatamente o esgotado, o que já deu tudo que tinha e ainda precisa continuar.
Você não precisa carregar tudo com a força que resta no fim do dia. Empresta um pouco da minha, que nunca acaba, pra continuar esse trabalho com dignidade e sem se destruir no caminho. Um minuto de silêncio comigo já é o começo dessa troca.